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Todos nós já ouvimos falar dos benefícios do toque físico entre os Pais e o seu bebé, como forma de proporcionar uma sensação de bem-estar, de conforto e segurança aos nossos filhos mais pequenos, sendo comum vermos pais e mães a beijarem, acariciarem e a fazerem cóceguinhas nas suas crianças mais pequenas.
E isto é muito bom, porque nem sempre foi assim. No tempo dos nossos Pais e Avós, as manifestações de afeto e carinho, além de não estarem tão presentes no dia a dia das crianças, não eram tão expostas aos outros, acontecendo mais na intimidade da família.
Contudo (e porque queremos sempre mais e melhor), muito ainda há a fazer nesta área. E porque digo isto? Porque se é certo que os bebés e as crianças mais pequenas dos nossos dias recebem muito mimo e colinho, o mesmo não vemos acontecer com crianças em idade escolar, adolescentes e jovens. É como se a necessidade de nos sentirmos gostados e os benefícios associados a esse sentimento perdessem vantagens conforme crescemos. Como se fossemos ganhando anos e perdendo afetos.
Isto acontece numa tal ordem que, não raramente, encontramos filhos grandes (e não só em tamanho) que não (re)conhecem o sentir do toque de seu pai e mãe, que não identificam o seu cheiro, que (já) não sabem a que sabe o abraço, o colo e os beijos dos seus pais.
Esta questão não surge apenas na relação Pais e Filhos. O “ritual” acontece também nos casamentos e relações amorosas. Mais uma vez, o avançar dos anos constitui-se como o principal inimigo da demonstração de afeto e os casais, em consulta, dizem com frequência e com alguma nostalgia na voz: “Abraços? Beijos? Isso era no início”.
As manifestações de afeto (abraçar, beijar, dar as mãos, dar festinhas, fazer cócegas), são formas muito importantes para transmitirmos aos outros o que sentimos, o quão os amamos, revestindo-se estas demonstrações de especial importância quando falamos dos nossos filhos (os grandes e os pequenos). Só assim eles se sentem verdadeiramente gostados. Só assim se sentem verdadeiramente seguros e felizes.
Não basta dizer “Eu gosto muito de ti!” É preciso mostrar. É preciso fazer-se sentir o AMOR. Sempre.
Bons Afetos.
Manuela Silveira
Psicopedagoga, terapeuta familiar e de casal e educadora parental, tem orientado toda a sua formação profissional pela premissa de que “saber é poder”, acreditando que a informação é a base para podermos fazer mais e melhor.
Esposa do Gil, mãe da laura e “dona” do Artur, tem dedicado os últimos anos ao tema da parentalidade, principalmente, à importância do exercício de uma parentalidade positiva, como forma de alcançar relações mais gratificantes e significativas entre Pais e Filhos.
Através de uma abordagem clara, “descomplicada” e muito prática, nos seus Workshops para Pais assume-se como uma motivadora do “fazer diferente” em contexto familiar, tendo como principal objetivo ajudar as famílias a serem mais felizes.
https://www.manuelasilveira.com/